A Rede Globo e o canal Futura vem apresentando uma série bastante interessante durante sua programação: “Sagrado”, um espaço onde líderes de diversas religiões dão suas versões para diversos temas da atualidade e da realidade brasileira. Líderes católicos, evangélicos, umbandistas, judeus, espíritas, budistas e muçulmanos falam sobre temas presentes em nosso dia a dia, acompanhados por atores da rede Globo, como Christiane Torlini e Toni Ramos.
Entre esses líderes, a Rede Globo receberá o pastor Ricardo Gondim Rodrigues, líder da Igreja Evangélica Betesda de São Paulo, igreja que esse humilde blogueiro (Weslley Talaveira) frequenta. Além de Ricardo Gondim, a Globo conta atualmente com o Cônego Antônio Mazatto (catolicismo), professor da Faculdade de Teologia N. Sra. Assunção, de São Paulo; o Xeique Armando Hussein Saleh (islamismo), membro do Conselho Superior da Mesquita Brasil, em São Paulo; o Rabino Nilton Bonder (judaísmo), da Congregação Judaica do Brasil; Antonio Cesar Perri de Carvalho (espiritismo), diretor da Federação Espírita Brasileira; Valdina Pinto (religiões Afro-brasileiras), do Terreiro Tanuri Junsara, em Salvador; e Lama Padma Santem (budismo), do Instituto Caminho do Meio, Centro de Estudos Budistas Bodisatva, de Viamão, RS.
Esse é um projeto, no mínimo bastante interessante, já que vivemos num país onde a tolerância religiosa está longe de ser uma verdade nossa. Mexer com convicções religiosas é sempre um campo minado, de onde podem sair as maiores brigas e discussões, principalmetne de muitos que usam sua fé para se reafirmar diante dos outros, e para repelir todos os que pensam diferente. Religiões como o Candomblé e o Islamismo são ainda hoje estereotipadas como más e dignas de repulsa. O Candomblé, por ser uma religião brasileira, vem ganhando espaço na mídia, mas sabe-se que, fora da TV, é adina uma religião muito associada a tal “macumba”. E quem não tem pelo menos uma pontinha de medo de um macumbeiro?
Creio que ações como a série “Sagrado” mostram que as diferentes religiões não devem se etracar entre si, mas se tolerar e conviver harmoniosamente, lembranbdo que o intuito deve ser, em primeiro lugar, o de resgatar a dignidade humana.
Sobre Ricardo Gondim e a Igreja Betesda

Ricardo Gondim, pastor da Igreja Betesda
Ricardo Gondim Rodrigues é co-fundador e atualmente presidente da Igreja Betesda de São Paulo. Cearense de 52 anos, é doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista e escritor de diversos livros, entre eles “É Proibido” e “Eu Creio, mas tenho dúvidas”.
Dono de um perfil contestador, Ricardo Gondim sofre resistência de diversos setores da comunidade evangélica brasileira, por colocar em dúvida diversos temos tidos como pilares do protestantismo, como o domínio de Deus sobre o mundo (segundo ele, Deus não está no controle de todas as coisas), além de assuntos pontuais, como a proibição do sexo antes do casamento e até mesmo a teoria da Criação.
Doutrinariamente, a Igreja Betesda está bastante afastada do modelo do evangelicalismo brasileiro, baseado no indivudualismo e na busca de bens materiais que satisfaçam às próprias necessidades. A Igreja Betesda entende que, antes de buscar o bem pessoal, deve-se buscar a integração social e a restauração da dignuidade humana. “Antes de salvar almas, salvamos vidas”, é o que se ouve na Igreja Betesda.

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